Os estilistas apostam em coleções inspiradas na silhueta dos anos 40, resgatando toda a feminilidade suave e natural da mulher, remetem-se também aos anos 70 com as saias midi ajustadas ao corpo, trazem de volta as calças com boca de sino e as blusas com amarrações no pescoço.
Os olhares voltam-se para uma mulher mais séria e responsável, mas não menos romântica, consequentemente o romance bucólico prossegue, dando enfase ás estampas florais, que substituem o xadrez.
Os tons variam desde a delicadeza quarentista do champagne até a explosão setentista do colorblocking.
Entre as principais texturas estão o jacquard missoni, o ponto vazado e as nervuras.
Colorblocking
Os principais adornos serão laços e fitas funcionais, como numa amarração no pescoço ou no cós da calça, nada de laço somente enfeitando, ele tem de participar da roupa de forma ativa.
Entre os acessórios mais desejados e ousados está a gravata borboleta, que será o must have de toda produção. Continuam os cintos finos marcando a cintura e os chapéus chegam ao estilo Sherlock Holmes entre boinas e cartolas.
Os oxfords continuam
Quem diria que em plenos anos 2000 as mulheres iriam se inspirar em seus maridos para se vestir?
Soa até irônico, mas na verdade isso tudo gira em torno de valores antepassados da história da moda, mais especificadamente na década de 40, quando os homens saíram de suas casas para lutarem na Segunda Guerra Mundial e como muitos não voltaram, as mulheres viam-se dispostas a vestirem ternos com ombreiras para demonstrar imponência e poder na sociedade. Tomaram para si toda a responsabilidade de suas casas e foram em busca de trabalho, dignidade e estruturação social, isso tudo acarretou ao que hoje somos capazes, principalmente no quesito trabalho, liberdade de expressão e direitos iguais à ambos os sexos.
Christian Dior devolveu a feminilidade perdida às mulheres quando criou em 1948 o New Look, que substituia a moda-farda por cinturinhas de vespa e saias fartas, moda a qual baseava-se na moda de 1860.
Por fim, não restam dúvidas de que o inverno 2012 será a releitura da luta da mulher na sociedade, do seu poder decisivo, do despertar da personalidade da alma feminina, da sensualidade, da nostalgia e da doçura. A transição perfeita entre fragilidade e poder.
Coco Chanel com seu inconfundível tailleur, é sem sombra de dúvidas um dos maiores ícones de inspiração para o próximo inverno.
Bem meninas, é isso!
Inspirem-se bastante e preparem-se para as respostas prontas que darão aos seus maridos, namorados e irmãos quando se troparem na seção masculina em 2012. hehe
Adorei essas primeiras pinceladas no inverno de 2012, e vocês?
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Beijos,
Ge Gotardelo.